Sindicatos organizam a Greve Geral do dia 28 de abril

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Na manhã desta quarta-feira (12/04), integrantes da direção do Sinpro/Caxias participaram de reunião no auditório do Sindicato dos Metalúrgicos para organizar a Greve Geral do dia 28 de abril, em Caxias do Sul.

No local, estiveram dezenas de representantes das centrais sindicais, federações e confederações, além de movimentos sociais como o Movimento de Trabalhadores Desempregados (MTD), Marcha de Mulheres, Pastoral da Criança, Cáritas, Escola de Formação Fé, Política e Trabalho, União de Moradores de Bairros (UAB), Comissão de Previdência Social da Ordem dos Advogados (OAB) – Subseção Caxias do Sul, Diretório Central de Estudantes da Universidade de Caxias do Sul (DCE/UCS).

O encontro discutiu a divulgação da Greve Geral e as ações preparatórias que serão realizadas, assim como os atos que acontecerão no dia 28.

Uma caminhada luminosa na segunda-feira, 17 de abril, a partir das 17 horas, será a próxima atividade conjunta. A saída é no Sindicato dos Metalúrgicos, com roteiro pelas ruas centrais e depois participação no debate “Reforma Trabalhista e suas Consequências para os Trabalhadores”, que será realizado às 19 horas, no Auditório do Tri Hotel (Rua Ernesto Alves, 2083). Este seminário é uma atividade da Comissão do Trabalho, Administração e Serviço Público (CTASP) da Câmara dos Deputados, com participação da Ministra do Tribunal Superior do Trabalho, Delaíde Alves Miranda Arantes e representantes do Tribunal Regional do Trabalho, Procuradoria Geral do Trabalho, DIAP e Centrais Sindicais.

No dia 26 de abril, a partir das 16 horas, haverá uma inédita carreata de sindicatos e movimentos sociais, com concentração em dois pontos da cidade: em frente ao campo de futebol do Bairro Serrano e em frente à igreja do bairro Nossa Senhora das Graças. A carreata seguirá itinerário a ser divulgado e encerra com ato na praça Dante Alighieri.

A Câmara de Vereadores receberá os sindicatos e movimentos sociais no dia 27 de abril, às 8h30min, para apresentação dos movimentos contra as reformas da previdência, trabalhista e terceirização indiscriminada.

Para o dia da Greve Geral, a proposta é parar todas as empresas e serviços da cidade. Haverá dois atos na praça Dante Alighieri. Durante a manhã, a concentração ocorre a partir das 10h e à tarde, a concentração será a partir das 16 horas, com um grande ato unitário programado para as 18 horas.

Informações: grevegeral28caxias@gmail.com ou pelo evento Greve Geral 28 de abril Caxias do Sul no Facebook.  

Mobilização contra as reformas e para a Greve Geral 

A coleta para o abaixo-assinado contra as reformas busca angariar o apoio popular e também conscientizar sobre as perdas que estas mudanças irão representar para toda a população. Além disso, os sindicatos buscam mobilizar para a Greve Geral no dia 28 de abril. Sinpro/Caxias e Sintep Serra estão entre as entidades mobilizadas. 



“Estamos esclarecendo a população para o que representam estas reformas e também chamando para a mobilização do dia 28 de abril. As pessoas estão vendo e querendo participar”, explica Silvana Piroli, presidente do Sindiserv.

Para o estudante e metalúrgico Lucas Bittencourt Gobetti, 22 anos, o abaixo-assinado é uma forma válida da população se manifestar, já que poucas pessoas conseguem ter suas opiniões distribuídas massivamente. “Querendo ou não, somos muito influenciados pela opinião de poucas pessoas, não é a opinião da maioria que vemos na mídia”, diz. “Não é possível que aconteça uma reforma que coloca todo o ônus no colo da população. Da forma que estão sendo propostas, afastam os jovens do interesse pelo mercado de trabalho”, acredita.

Desinformação e legitimidade

A falta de informação da população sobre os temas é uma preocupação para Omar Fim, do Sintep/Serra. “Ainda existem muitas pessoas que não sabem do que tratam essas reformas e a grande mídia vem fazendo uma campanha de massificação, querendo convencer o povo de que são necessárias, quando sabemos que não são” diz. “Queremos mostrar o outro lado da moeda, que o objetivo das reformas é aumentar o lucro do capital atacando os direitos dos trabalhadores”, defende.

Já a falta de legitimidade do Governo Temer para propor reformas de tal amplitude foi questionada pelo diretor do Sindicato dos Bancários, Pedro Incerti. “Este é um governo que não tem legitimidade nem moral para fazer reformas tão profundas, que mexe com a vida de tantas pessoas, desde jovens que não ingressaram no mercado de trabalho, passando pelos trabalhadores rurais e praticamente todos os urbanos”, fala. “É preciso que cada cidadão faça a devida cobrança e abra o olho com o que está acontecendo”, defende.

Os sindicatos continuarão recolhendo assinaturas nas próximas semanas.

Fonte: Sinpro/Caxias

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