Trabalhadores e centrais sindicais realizam ato em Porto Alegre em preparação para o dia nacional de luta contra a Reforma da Previdência

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Hoje (06/02), antes mesmo do sol raiar, trabalhadoras e trabalhadores estavam em luta, em Porto Alegre, mandando um recado aos deputados federais: "se votar a favor, não volta". A manifestação contra a dita reforma da Previdência proposta pelo governo Temer pegou deputados e assessores que embarcavam para Brasília no Aeroporto Salgado Filho. Organizada pela CUT-ES e CTB-RS, teve início na madrugada, às 4h30, com concentração em frente ao Monumento do Laçador.

De lá, às 5h, os manifestantes saíram em caminhada até o maior terminal do Aeroporto, onde percorreram o saguão de embarque com faixas, cartazes e bandeiras, entoando palavras de ordem como “Chega de enganação, reforma não”, “Se botar pra votar, o Brasil vai parar” e “Fora Temer”. A atividade abriu a agenda da Jornada Nacional de Luta contra a Reforma da Previdência no Rio Grande do Sul.

Já no portão de embarque, as centrais realizaram um ato com manifestações de diversas lideranças sindicais. O protesto chamou a atenção de funcionários de empresas aéreas, passageiros, deputados e assessores que embarcavam para Brasília. O objetivo foi expressar a posição contrária da classe trabalhadora contra a reforma da Previdência e pressionar os deputados federais para que votem contra essa proposta nefasta do governo, caso venha a ser colocada em votação pelo presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ).

FeteeSul presente nas lutas contra a reforma da Previdência



Cumprindo seu papel de luta ao lado dos trabalhadores e trabalhadoras e dos sindicatos dos Professores, Trabalhadores Técnicos e Administrativos e Auxiliares Empregados em Estabelecimentos de Ensino Privado do RS e SC, a FeteeSul está presente na luta contra a dita reforma da Previdência, ao lado da CUT e outras centrais, que vêm se reunindo para preparar as ações (nas fotos, reunião da CUT discutindo as ações contra a reforma da Previdência).



Além da presença nas ruas, a federação está promovendo junto aos seus sindicatos as diferentes formas de mobilização, como campanhas de mídia,  ações junto à categoria e nas bases de deputados federais e a preparação para o dia nacional de luta contra a Reforma da Previdência, marcado para 19 de fevereiro.

Para o coordenador-geral da FeteeSul, Celso Woyciechowski, "esse momento é a retomada das ações da previdência, contra essa proposta que o governo Temer chama de reforma. Ela retira direitos dos trabalhadores urbanos e rurais e, diferentemente do que vem sendo publicizado pelo governo, não acaba com privilégios, apenas acaba com a aposentadoria de milhões de trabalhadores e trabalhadoras".

Tendo a grande maioria da população contrária à reforma, o governo Temer vem usando os meios de comunicação para tentar convencer de que acabar com o direito de se aposentar é bom para o povo e para o Brasil, repetindo a mentira do déficit e outros argumentos que não se sustentam. Nas últimas semanas, somente para veicular as propagandas nas TVs brasileiras, foram gastos cerca de R$ 20 milhões.

Por sua vez, o relatório da CPI no Senado, presidida pelo senador Paulo Paim (PT-RS), não deixa margem para dúvidas: “a Previdência é superavitária”. Woyciechowski é enfático ao lembrar que a classe trabalhadora não vai permitir tamanho retrocesso: "se botar para votar, o Brasil vai parar"!

Orientações para dia nacional de luta contra reforma da Previdência no dia 19 de fevereiro

A CUT orienta a intensificação da mobilização com o objetivo de paralisar as suas bases em todas as regiões do país no dia da votação. Impedir a aprovação da reforma da Previdência é o principal desafio do momento.
1. Realizar assembleias em todos os sindicatos filiados para debater a reforma e  organizar greves, paralisações e manifestações.
2. Realizar plenárias nas CUTs Estaduais para debater com os sindicatos a organização do Dia Nacional de Lutas e Paralisações no Estado e também a articulação da CUT e dos nossos sindicatos  com as demais Centrais  e os movimentos populares por meio das Frentes.
3. Propor uma reunião o mais urgente possível com as Centrais nos Estados para debater as atividades no  Estado.
4. Realizar reuniões com categorias estratégicas em cada Estado para organizar greves, paralisações e manifestações.
5. Os ramos devem orientar os sindicatos e federações nos Estados para organizar as paralisações e manifestações.
6. Fazer panfletagem e assembleias nos locais de trabalho.
7. Criar comitês  nos municípios, envolvendo todas as categorias organizadas e sindicatos de todas as Centrais Sindicais para planejar as ações locais.
8. Panfletear os bairros de maior concentração de trabalhadores/as e as áreas de maior circulação de pessoas na cidade.
9. Buscar apoio das pastorais, das associações de bairro, dos movimentos populares.
10. Utilizar as redes de comunicação disponíveis para divulgar  as greves, paralisações e manifestações,  esclarecendo os/as trabalhadores/as, assim como a população, sobre a importância da luta. Divulgar os resultados da greve no município, na região, no Estado e no País.
11. Utilizar carros de som das entidades para fazer a divulgação da luta nas periferias.
12. Utilizar rádios locais e comunitárias para ampliar o debate contra a reforma da Previdência e para divulgar as ações programadas para o dia 19/02.

Pressão sobre os parlamentares

Sabemos que a pressão sobre os parlamentares em suas bases eleitorais foi decisiva, até agora, para impedir o quórum (308 de deputados) para aprovar a reforma. Neste sentido, a Direção Executiva da CUT reitera a importância dos sindicatos continuarem com esta pressão, promovendo:
- Atos e panfletagem em frente às residências dos parlamentares;
- Panfletagem, colocação de outdoors nas áreas de maior movimentação das cidades, onde os parlamentares obtiveram maior votação;
- Pressão sobre os cabos eleitorais dos parlamentares;
- Articulação com associações comunitárias, movimentos estudantis e populares para a realização de manifestações locais;
- Recepção nos aeroportos;
- Envio de mensagens para os gabinetes por meio do site Na Pressão.


Com informações da CUT-RS

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