Sinpaaet realiza ato contra venda da Unisul e conquista audiência pública para debater situação

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Após indícios de que a Unisul está em processo de venda para o capital privado, o Sindicato dos Professores e Auxiliares de Administração Escolar de Tubarão – Sinpaaet, que é filiado à FeteeSul, realizou um ato público, ontem (06), em frente ao Shopping da Unisul, no município de Tubarão (SC). Com carro de som portando faixa que dizia "Unisul não é mercadoria, o protesto reuniu professores, funcionários e estudantes, que exigiram transparência por parte da instituição.

A Unisul passa por uma crise financeira, com atrasos no pagamento de salários. A iminência de uma "parceria" com um grande grupo educacional privado como solução para a crise é motivo de alerta. O Sinpaaet entende a estratégia como venda, o causaria enormes prejuízos aos alunos, professores e comunidade. Com mais de 50 anos de atividades, a universidade instalada na cidade de Tubarão já graduou muitos profissionais na região. Com nota 5 do MEC, presta serviços sociais nas áreas da saúde e serviço social a toda comunidade e possui projetos de pesquisa e extensão com nota máxima na Capes, movendo a economia da cidade e da região.

Além do ato de quarta-feira, o Sinpaaet já havia espalhado outdoors com críticas à Unisul pela região e divulgado a situação em jornais. A campanha conquistou a realização de audiência pública na Câmara de Vereadores de Tubarão, no dia 15 de junho, às 19h, para debater a situação da Unisul. A seguir, confira nota emitida pelo Sinpaaet.

Sinpaaet exige transparência da direção da Unisul

A direção da Unisul tem a obrigação de apresentar os números de receitas, despesas e investimentos dos últimos dez anos, pra que a comunidade de Tubarão e região conheça as causas reais das sucessivas crises financeiras da universidade - que sempre repercute negativamente sobre nós, trabalhadoras e trabalhadores, agora novamente sem receber os salários, e para estudantes e seus familiares.

A direção da Unisul tem a obrigação ainda de apresentar os termos da "parceria" com empresa de educação, permitindo assim que haja o necessário debate sobre a relevância desse acordo e os impactos diretos dele para estudantes e trabalhadoras e trabalhadores da universidade.   

Dada a falta de transparência da direção da Unisul, o Sinpaaet agiu para defender os interesses das categorias que representa, veiculando mensagens com esse propósito através de "outdoors", anúncios em jornais, no site e Facebook da entidade, e também por meio de entrevistas em rádios e outros veículos de comunicação. O Sinpaaet agiu também juridicamente, e buscou apoio de parlamentares e de dirigentes sindicais de outras categorias de trabalhadores e trabalhadoras.

A partir da publicação de nossas mensagens, a falta de transparência da direção da Unisul esteve em todas as rádios, jornais, TV local, e em reuniões em entidades e em rodas de conversa. Com isso, conseguimos que os atuais gestores da Unisul viessem a público apresentar as suas versões dos fatos, procurassem as entidades que formam o Conselho Curador da Universidade, e conversassem pessoalmente, nas salas de aulas, com estudantes e professores(as). E ontem (6/6) à noite, na frente da Unisul, o Sinpaaet promoveu ato público no qual defendemos a Unisul que precisamos e queremos: comunitária, democrática e transparente.

Com tudo isso, o Sinpaaet conseguiu proporcionar o debate, análises e mudanças de opinião, entre trabalhadoras e trabalhadores da Unisul e entre estudantes, que começaram a debater a importância da participação estudantil no processo de negociação da Unisul. Conseguimos também que a Câmara de Vereadores de Tubarão realize audiência pública, dia 15 de junho às 19h, para debater a situação da Unisul - agende-se para ir, sua participação será muito importante.

Sindicato existe para defender os direitos das categorias que representa. É o que nós, da direção do Sinpaaet, procuramos fazer, sempre.


Confira mais fotos do ato realizado ontem