Após parar ônibus e trens, greve geral amplia paralisações no RS contra reformas de Temer

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A greve geral contra as reformas da Previdência e trabalhista e a terceirização sem limites do governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB) despertou o Rio Grande do Sul nesta sexta-feira (28). Em Porto Alegre, os piquetes de rodoviários com a solidariedade de trabalhadores de outras categorias pararam os ônibus.

Os trens metropolitanos não estão circulando. Há também paralisações de ônibus e bloqueios na ponte do Guaíba e em várias rodovias no interior gaúcho com protestos e queima de pneus. Tropas de choque da Brigada Militar tem usado spray de pimenta e bombas de gás.

Ocorrem também paralisações de sapateiros, bancários, metalúrgicos, trabalhadores da saúde, municipários, professores de escolas públicas e privadas, dentre outros.  Todos protestam contra a retirada de direitos dos trabalhadores.

A mobilização é organizada pelas centrais sindicais: CUT, CTB, Força Sindical, UGT, Nova Central, CGTB, Intersindical, CSP-Conlutas e Pública, com o apoio de movimentos sociais e de inúmeras entidades da sociedade que se manifestaram a favor da greve geral.

“Estamos fazendo a maior greve geral da história recente do Brasil para responder ao maior ataque aos direitos sociais, trabalhistas e previdenciários que a classe trabalhadora já sofreu”, afirma o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo.

Segundo ele, “o recado para a população é que não saiam de casa nesta sexta-feira. E, se saírem, que seja para participar dos atos e manifestações”, salienta Claudir. Para ele, a greve geral se impõe pela necessidade de reagir diante do maior roubo aos direitos já praticado na história do Brasil por um governo golpista, sem apoio da população e atolado em denúncias de corrupção.

Para o secretário nacional de finanças da CUT, Quintino Severo, a greve geral é um sucesso nas primeiras horas da manhã. ”Aqui no RS todas as informações estão dentro do previsto de mobilização e objetivo. A BR 116 foi completamente parada em diversos pontos. As maiores empresas metalúrgicas de Canoas estão fechadas. Em Caxias do Sul e Erechim, dentre outras cidades, o movimento também opera dentro do planejado”.

“Até agora a nossa avaliação é bastante positiva, pois estamos parando o país para barrar o retrocesso imposto pelas medidas de Temer”, concluiu.

Às 13h haverá um ato das centrais sindicais no Largo Glênio Peres, no centro de Porto Alegre.

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Rio Branco - Porto Alegre/RS.

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